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Ao contrário de outros que utilizam meios e bens públicos para
fins partidários, a Comissão de Freguesia da CDU tem
esta página para alertar os Vilarenses sobre a actuação do Executivo da Junta e simultaneamente divulgar as acções que
temos levado a cabo, bem como as posições que defendemos.
Ao aproximarmo-nos da discussão (será que este ano haverá?)
e aprovação do Orçamento para 2007 é nossa intenção realçar o que de mal foi feito, o que não foi cumprido e, pior, o que
foi radicalmente alterado em relação ao Programa Eleitoral da coligação PSD/CDS para o actual mandato.
É o dever de todos os Vilarenses exigir do executivo a aplicação e implementação das medidas que submeteram
ao escrutínio popular e pelas quais lhe confiaram uma maioria absoluta, esta impeditiva de uma maior intervenção da CDU no plano de actividades da Junta.
Para sugestões : Tel.
223 794 345 ou v.paraiso@cdugaia.org
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A MAIS PROMISSORA MENSAGEM
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É hábito antigo dos governantes que usam tomar decisões
que sabem desagradar à maioria dos governados, escolher os períodos em que as ditas decisões podem passar mais despercebidas
e, por isso, serem menos contestadas. O período Natal/Ano Novo é, como se sabe e a experiência nos diz, um tempo de eleição
para esse tipo de manobras governamentais: é nessa altura que, para além de outras decisões de que mais tarde nos viremos
a aperceber, os governantes decidem os aumentos dos preços dos bens essenciais e os aumentos de salários – os primeiros
sempre aumentando mais do que os segundos, como mandam os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros. Há uma
semana, falámos aqui da chamada mensagem de Natal do primeiro-ministro, resumindo-a assim: tudo melhorou neste
ano que ora finda, há ainda um longo caminho pela frente, mas com mais e maiores sacrifícios de todos os portugueses, tudo
melhorará ainda mais no próximo ano – e traduzindo o seu significado essencial. As notícias posteriormente divulgadas
pela generalidade dos órgãos de comunicação social confirmam a tradução feita: no ano de 2007 tudo vai piorar para quem trabalha
e vive do seu trabalho e tudo vai melhorar para quem vive à custa da exploração do trabalho dos outros. Ou, dito de outra
forma: os que trabalham vão ser mais explorados para que os exploradores tenham maiores lucros.
Entretanto,
chegou-nos outra mensagem, esta chamada de Ano Novo e, como é hábito, da responsabilidade do Presidente
da República. Dela pouco há a dizer na medida em que nada de novo há a assinalar em relação às mensagens dos seus antecessores:
o Presidente Cavaco Silva expressou as habituais preocupações face aos graves problemas do País; asseverou que «é
chegado o tempo de ultrapassar a fase do reduzido crescimento económico e de acertar o passo com os nossos parceiros europeus»
(mas não tínhamos já ultrapassado essa fase e acertado esse passo, aqui há uns quinze anos, quando Portugal estava no «pelotão
da frente»?); produziu a espantosa revelação de que quer «um Portugal melhor» e afirmou-se «exigente quanto aos resultados»
- e, naturalmente, falou ainda «na realização de reformas inadiáveis», não especificando, no entanto, a que reformas aludia
e dando-nos, assim, legitimidade para supor que as citadas «reformas inadiáveis» hão-de ter a ver com aquilo a que todos os
governantes da política de direita têm vindo a chamar «a reforma do sistema político», eufemismo utilizado para camuflar a
ofensiva em curso contra o conteúdo democrático do regime nascido com a revolução de Abril. Em todo o caso, é provável
que, depois do Presidente da República ter abandonado as nossas casas, em algumas delas tenha ficado a pairar uma brisa de
boas intenções e um sabe-se lá de esperança num ano novo cheio de prosperidades. Tanto mais que, recorde-se, tudo isto
foi dito no primeiro dia do ano, em jeito de boa-nova para o 2007 de todos os portugueses.
Ora,
mal o PR virou costas, entrou-nos em casa, a subida dos preços que todos sabíamos reservada para esta altura. Subiram já,
ou vão subir a curto prazo, os preços de tudo o que é essencial. E tudo sobe mais do que os salários dos trabalhadores e do
que as pensões e reformas. O que é que aumentou ou vai aumentar? Repita-se: tudo em matéria de bens essenciais: transportes
públicos, electricidade, combustíveis, portagens, rendas de casa, produtos alimentares (o pão incluído), taxas moderadoras,
etc. etc. E para que se não diga que tudo sobe e nada baixa, o Governo decidiu baixar… a comparticipação na compra de
medicamentos... Em matéria de salários, as coisas perspectivam-se no sentido do conteúdo essencial da mensagem de Natal
do primeiro-ministro: os aumentos previstos para os trabalhadores da Administração Pública – que, como é sabido, servem
de exemplo para os do sector privado – aumentam 1,5%, isto segundo as intenções do Governo e do grande capital. Olhando
para estes dados, é óbvio que as condições de vida da imensa maioria dos portugueses vão continuar a agravar-se e que, ao
contrário do que o primeiro-ministro nos prometeu e o Presidente da República quer, tudo vai piorar para a maioria dos portugueses
no ano de 2007.
Há, no entanto, razões para confiarmos em que a evolução das
coisas não se faça no sentido que os governantes desejam. E são razões fortes, razões que se prendem com as potencialidades
de intervenção dos trabalhadores na luta pela defesa dos seus interesses e direitos, portanto contra os interesses e direitos
defendidos pelos executores da política de direita. É na luta de massas que reside a possibilidade real não apenas de forçar
o Governo a recuar nas suas intenções mais gravosas, mas igualmente de derrotar a política de direita que há trinta anos vem
flagelando os trabalhadores, o povo e o País. Nesse sentido, é visível que as perspectivas são boas, que há todas as condições
para que o Ano Novo nos traga as respostas necessárias à política do Governo PS/José Sócrates. As lutas travadas no ano
que findou, com especial destaque para o gigantesco Protesto Geral de 12 de Outubro – impressionante demonstração da
força dos trabalhadores unidos e organizados - indiciam fortes disponibilidades de luta das massas trabalhadoras e constituem,
por isso, o mais promissor sinal, a mais promissora mensagem de que as coisas podem mudar num sentido favorável, de facto,
à imensa maioria dos portugueses.
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MAIS DO MESMO, PARA PIOR
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Mais coisa menos coisa, todos os primeiros-ministros, nos
últimos trinta anos, nos disseram, nas suas tradicionais mensagens de Natal, o que o actual primeiro-ministro nos veio dizer
na última noite de Natal e que pode resumir-se assim: tudo melhorou neste ano que ora finda, há ainda um longo caminho
pela frente, mas com mais e maiores sacrifícios de todos os portugueses, tudo melhorará ainda mais no próximo ano. Aquilo
que, para além deste resumo essencial, aparece nas ditas mensagens, dando-lhes a aparência de serem diferentes umas das outras,
é tão-somente a cor do papel e o feitio dos laços com que é uso os sucessivos primeiros-ministros embalarem e enfeitarem as
suas prosas natalícias. Não surpreende, assim, nem o optimismo transbordante da chamada «Mensagem de Natal» do
primeiro-ministro José Sócrates, nem as sombrias ameaças que brande sobre os trabalhadores, o povo e o País. Aliás, ele já
havia garantido exaustivamente, durante vários meses, que tudo estava a melhorar; já afiançara repetidas vezes que
o melhor estava aí a chegar; já mostrara, com resultados concretos de prática governativa, quem são todos os
portugueses aos quais exige mais e maiores sacrifícios – e, por exclusão de partes, já mostrara, também, quem são
os outros portugueses, os que não fazem parte dos todos, aqueles aos quais não são pedidos nem mais nem
maiores nem quaisquer sacrifícios.
Ou seja: já se sabia que à maioria dos portugueses – isto
é, aos que trabalham e vivem do seu trabalho; aos que procuram trabalho e não o encontram; aos que já trabalharam e deviam
ter reformas e pensões dignas – estão reservados mais e maiores sacrifícios, mais e maiores esforços, mais e maiores
dificuldades; já se sabia, igualmente, que o Governo PS/Sócrates iria, no ano de 2007, prosseguir a política com que, em 2006,
penalizou brutalmente os trabalhadores e favoreceu escandalosamente os grandes grupos económicos e financeiros; já se sabia,
enfim, que as melhorias prometidas pelo primeiro-ministro – e essas, sim, para cumprir – se destinam a uma escassa
minoria de portugueses: os que vivem à custa de quem trabalha e para os quais, repita-se, não haverá sacrifícios, nem esforços,
nem dificuldades, bem pelo contrário haverá, sim, mais e maiores lucros. A mensagem de Natal do primeiro-ministro
foi, assim, o que se esperava que fosse: José Sócrates entrou em nossas casas representando bem um bem ensaiado conjunto de
sorrisos, jeitos e trejeitos de quadra natalícia, disfarçado de Pai Natal com um enorme saco de promessas de bem-aventuranças
para o futuro – mas oferecendo-nos, de concreto e para já, a continuação agravada da política de direita com
a qual tem vindo a fustigar as condições de trabalho e de vida da imensa maioria dos portugueses.
A
generalidade dos analistas políticos de serviço à política de direita dizem que sim senhor e subscrevem o passo
a passo assinalado pelo primeiro-ministro: na economia, no défice, nas exportações e, até, vejam bem!, no desemprego.
Alguns, descobrem, mesmo, diferenças substanciais entre a mensagem do ano passado e esta, e - isentos, imparciais
e independentes - fingem não perceber que as duas são, na sua essência, iguais, que ambas têm como preocupação única
a defesa dos interesses do grande capital, que ambas visam a prossecução e a intensificação da exploração desenfreada dos
trabalhadores, que ambas trazem consigo a promessa, essa sim garantida, de mais do mesmo para pior. Os principais atingidos
pelo êxito desse «passo a passo» - os trabalhadores, os desempregados, os reformados e pensionistas, os jovens que
esperam pelo primeiro emprego ou por um emprego seguro, os micro, pequenos e médios empresários - esses hão-de ter percebido
o verdadeiro significado da mensagem do primeiro-ministro, hão-de ter estremecido ao ouvi-lo dizer: «Sei que o Governo está
a pedir a todos um esforço maior, mas os portugueses sabem bem que nenhum país progride sem um esforço maior de todos os seus
cidadãos» - porque sabem que são eles os alvos daquele «esforço maior para todos».
Na próxima semana
chegará o ano novo e com ele, passo a passo, começarão a chegar as melhorias prometidas pelo primeiro-ministro na
sua mensagem de Natal. Neste caso a passos largos, já que se trata de atingir os mesmos de sempre, isto é, aqueles
que o primeiro-ministro designa por todos os portugueses. O primeiro passo largo virá, como é hábito há trinta anos,
com o aumento dos preços de todos os bens essenciais, assim agravando as já graves condições de vida da imensa maioria dos
portugueses e assim melhorando as já óptimas condições de vida da privilegiada pequeníssima minoria. Depois virão outras melhorias
complementares, todas da mesma família: os salários que não sobem ou sobem menos do que o aumento do custo de vida; as condições
de trabalho cada vez mais gravosas; as limitações cada vez mais drásticas ao direito constitucional da luta pelos direitos;
o ataque cada vez mais brutal aos serviços públicos; enfim, as limitações aos direitos a que todo o ser humano, pelo simples
facto de existir, tem direito – tudo isto acompanhado pelo empobrecimento crescente do conteúdo democrático do regime
que, como se sabe, está sempre directamente ligado e é parte integrante dos ataques contra os direitos dos trabalhadores e
dos cidadãos. Pelo que, para a mensagem de Natal do primeiro-ministro só há uma resposta: a intensificação e o
alargamento da luta dos trabalhadores e das populações – da luta contra a política de direita e por uma alternativa
de esquerda.
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VIVER MELHOR EM VILAR DO PARAÍSO
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